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Panorama GlobalInternacional
📊 CPI americano desacelera para 3,5% em junho — alívio inesperado para o Fed: a inflação ao consumidor dos EUA veio abaixo do esperado em junho, desacelerando para 3,5% ao ano. O dado aliviou temporariamente a pressão sobre o Fed — mas Warsh foi cauteloso em seu depoimento ao Congresso, afirmando que o resultado não significa “missão cumprida” e que o Fed não tem “nenhuma tolerância” para inflação elevada. O petróleo segue elevado com a disputa por Ormuz — o principal fator de risco para os próximos dados de inflação.
S&P 500+0,52%Futuro
Nasdaq+0,78%Futuro
Nikkei+1,04%Japão
DAX+0,62%Alemanha
Brent+0,43%US$ 85,73 — segue elevado
WTI+0,35%US$ 80,58
Treasury 10a4,561%↓ de 4,620% — CPI alivia
DXY−0,42%100,66 — dólar cede
⚖️ EUA recuam da taxa de 20% em Ormuz — mas mantêm controle militar do estreito: após a proposta gerar reação negativa de aliados e do mercado, os EUA recuaram da taxa de 20% sobre cargueiros. O controle militar americano do estreito, porém, permanece — e o Irã ainda nega ter aceitado pedágios. O tráfego em Ormuz segue reduzido, mas cargueiros civis voltaram a cruzar sob escolta americana.
- EUA impõem tarifas de 25% sobre o Brasil com exceção a bens que afetam a inflação americana — o prazo se confirma. O governo Lula avalia que a negociação só ocorrerá após as eleições brasileiras, caso as tarifas sejam confirmadas. Ministros levarão proposta de reciprocidade a Lula
- Warsh no Congresso: afirmou que, se o Fed conduzir a política corretamente, “o surto inflacionário dos últimos 5 anos será coisa do passado”. Tom menos hawkish do que o esperado — mercado aliviou com o CPI + depoimento
- Deflação técnica em junho nos EUA no dado mensal — mas Warsh ressaltou que a inflação acumulada ainda exige cautela. O petróleo elevado é o principal risco para os próximos meses
Defasagem gas.−39%Abicom · 14/07 — subsídio mantido
Defasagem diesel−55%Abicom · 14/07 — crítico
Etanol gasolina32%CNPE aprovou ontem
Econ. estimadaR$ 0,03/LGoverno — redução na bomba
🌽 CNPE aprova etanol a 32% na gasolina — o amortecedor finalmente acionado: após quatro adiamentos, o Conselho Nacional de Política Energética aprovou o aumento temporário da mistura de etanol de 30% para 32%. O governo estima economia de R$ 0,03 por litro na bomba — modesta, mas real. Com o etanol barato (cotações em queda na safra 2026/27) e o petróleo caro, a medida reduz a dependência de gasolina importada e é o único amortecedor sem custo fiscal disponível.
⚖️ Senado aprova PEC dos agentes de saúde — governo deve acionar o STF: a PEC foi aprovada sem indicação de fonte de receita, o que Durigan classificou como “provável motivo para acionar o STF”. O Congresso pressiona e o TCU pode liberar penduricalhos fora do teto — abrindo precedente fiscal relevante. A semana acumula pressões orçamentárias simultâneas.
- Tarifas de 25% dos EUA confirmadas sobre o Brasil com exceção a bens que afetam a inflação americana — impacto direto em produtos como aço, alumínio e manufaturados. O governo estuda reciprocidade
- Subsídio à gasolina mantido enquanto o cenário externo permanecer incerto. O governo não vê espaço para retirar o benefício com o Brent acima de US$ 85
- Senado aprova MP do frete mínimo — texto segue para sanção presidencial. A medida afeta o transporte rodoviário e pode ter efeito inflacionário no custo de distribuição de alimentos
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Empresas em DestaqueCorporativo
- Flávio Dino / Emendas: o ministro do STF proibiu a “terceirização” de emendas parlamentares — decisão que restringe a prática de parlamentares indicarem recursos para entidades geridas por terceiros, impactando a articulação política e financeira do Congresso.
- BRB / Governo do DF: o governo do Distrito Federal discute com o Banco Central a evolução do acordo para socorrer o BRB, após as investigações ligadas ao caso Master. A reunião com Galípolo sinaliza que o BC está monitorando de perto a situação da instituição.
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Análise do DiaResearch BTG Pactual
O dia traz um alívio relativo em dois eixos simultâneos — e convém calibrar bem o entusiasmo. Nos EUA, o CPI de junho veio abaixo do esperado (3,5%) e Warsh foi menos hawkish do que o mercado temia no Congresso; as treasuries recuaram e o dólar cedeu. No Brasil, o CNPE finalmente aprovou o etanol a 32%, acionando o único amortecedor doméstico disponível sem custo fiscal. Mas segundo o research do BTG Pactual, nenhum desses dois eventos resolve o problema central: o Brent segue acima de US$ 85, as defasagens de combustíveis estão nos piores níveis de todo o conflito (diesel −55%, gasolina −39%), e o controle americano de Ormuz continua — apenas a taxa de 20% sobre cargueiros foi recuada. O CPI bom de junho foi capturado antes do petróleo disparar com a nova escalada; o dado de julho, com o Brent em US$ 85+, deverá ser muito pior. Para o investidor brasileiro, o que importa agora é o custo total do conflito: tarifas de 25% dos EUA confirmadas, PEC dos agentes de saúde aprovada sem fonte de receita, pauta-bomba de R$ 30 bi na fila, e subsídio aos combustíveis sem data de encerramento. O etanol a 32% e o CPI americano bom são relevantes — mas são alívios pontuais num quadro estruturalmente desafiador.
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Radar de Inflação
Monitoramento de Preços
Defasagem Diesel
−55%
Abicom · 14/07 — pior do conflito
Defasagem Gasolina
−39%
Abicom · 14/07 — subsídio mantido
Etanol na gasolina
32%
CNPE aprovou — amortecedor acionado
CPI EUA (jun)
3,5%
Abaixo do esperado — alívio temporário
- Etanol a 32% aprovado — amortecedor finalmente acionado: a economia de R$ 0,03 por litro é modesta, mas a medida tem valor estrutural maior: reduz a proporção de gasolina importada no blend e funciona como proteção parcial contra novas altas do Brent. Com o etanol barato na safra 2026/27, a medida é praticamente custo-zero e deveria ter sido aprovada em maio
- Defasagens ainda críticas — diesel em −55% e gasolina em −39%: o etanol a 32% não resolve o problema das defasagens, mas limita o agravamento. O subsídio à gasolina permanece indefinidamente enquanto o Brent não recuar abaixo de US$ 80. O diesel em −55% é o número mais preocupante — qualquer novo choque em Ormuz aprofunda ainda mais
- CPI americano em 3,5% — bom dado, mas capturado antes da nova escalada: o dado de junho foi medido antes do Brent disparar para US$ 86. O CPI de julho, a ser divulgado em agosto, deverá refletir o choque do petróleo — e será esse dado que o Fed usará na sua próxima decisão de juros
- Trigo na menor safra americana em 55 anos: a estimativa de menor produção americana em mais de meio século impulsiona os preços do trigo — componente relevante do custo de pão, massas e alimentos processados. Junta-se ao El Niño como vetor de pressão nos alimentos
- Prato feito 7,2% mais caro no acumulado de 2026 — a inflação de alimentação fora do lar já está visível no cotidiano do consumidor. A combinação de petróleo caro (frete e insumos) com El Niño (clima e safras) e trigo em alta cria pressão simultânea em múltiplos componentes do IPCA de alimentos
📌 Leitura do Radar: o CNPE aprovou o etanol a 32% — o primeiro movimento doméstico concreto de mitigação desde a reescalada. Mas diesel em −55% e gasolina em −39% com Brent acima de US$ 85 mostram que um amortecedor de R$ 0,03/litro é insuficiente para resolver o problema. O CPI americano bom é alívio real, mas capturado antes do choque do petróleo. O quadro inflacionário do 2S26 continua sendo desafiador — com três vetores simultâneos: combustíveis, alimentos e El Niño.
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Clipping de NotíciasSeleção do Dia
As 5 notícias com maior impacto para o mercado financeiro desta edição.
01
CPI / Fed / WarshPolítica Monetária Global — Alívio
CPI americano desacelera para 3,5% em junho — Warsh diz que não há “missão cumprida” mas tom alivia mercado
A inflação ao consumidor dos EUA desacelerou para 3,5% ao ano em junho, vindo abaixo do esperado. Warsh, em depoimento ao Congresso, afirmou que o resultado não significa “missão cumprida” e que o Fed não tem “nenhuma tolerância” para inflação elevada — mas sinalizou que, se conduzir a política corretamente, o surto inflacionário dos últimos 5 anos ficará no passado. As treasuries recuaram e o dólar cedeu.
Contexto: O CPI bom + Warsh menos hawkish é a melhor combinação possível para os mercados nesta semana tensa. Para o Brasil, o recuo do dólar e das treasuries abre margem para o BC manter o ciclo de cortes. A ressalva: o dado de junho foi capturado antes do Brent atingir US$ 86 — o CPI de julho, a ser divulgado em agosto, será o verdadeiro teste.
02
CNPE / Etanol / CombustíveisInflação — Amortecedor
CNPE aprova aumento do etanol na gasolina para 32% — após quatro adiamentos, amortecedor doméstico é finalmente acionado
O Conselho Nacional de Política Energética aprovou o aumento temporário da mistura de etanol de 30% para 32% na gasolina. O governo estima economia de R$ 0,03 por litro na bomba. Com o etanol barato na safra 2026/27 e o petróleo caro, a medida reduz a dependência de gasolina importada sem custo para o Tesouro — o único amortecedor dessa natureza disponível ao governo.
Contexto: Quatro adiamentos depois, a medida mais simples e eficiente do arsenal governamental foi finalmente aprovada. R$ 0,03 por litro é modesto, mas a medida tem valor estrutural: limita o agravamento das defasagens e reduz a exposição ao Brent. Deveria ter sido aprovada em maio — mas é bem-vinda agora.
03
EUA / Tarifaço / BrasilComércio Internacional
EUA confirmam tarifas de 25% sobre o Brasil com exceção a bens que afetam inflação americana
Os EUA confirmaram a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com exceção a bens cuja tributação afetaria a inflação americana. O governo Lula avalia que a negociação só ocorrerá após as eleições brasileiras. Ministros estudam medidas de reciprocidade. A Folha revelou que o governo trabalha com três cenários para lidar com o tarifaço.
Contexto: A confirmação das tarifas adiciona um choque comercial ao choque energético que o Brasil já enfrenta. A exceção para bens que afetam a inflação americana revela que os EUA estão calibrando o tarifaço para proteger seu próprio consumidor — o que reduz o escopo das tarifas, mas não elimina o impacto sobre setores como aço, alumínio e manufaturados.
04
Senado / PEC / FiscalRisco Fiscal Brasil
Senado aprova PEC dos agentes de saúde sem fonte de receita — governo deve acionar STF
O Senado aprovou a PEC dos agentes de saúde sem indicar fonte de receita para cobrir o gasto. Durigan afirmou ser “provável” o acionamento do STF pelo governo. O Congresso também pressiona o TCU para liberar penduricalhos fora do teto, o que abriria um precedente fiscal relevante. A semana acumula múltiplas pressões sobre o orçamento.
Contexto: A PEC sem fonte de receita é a definição de irresponsabilidade fiscal — e o governo se vê na posição desconfortável de ter que recorrer ao STF para barrar uma medida aprovada pelo Congresso aliado. Somada ao tarifaço americano, ao subsídio dos combustíveis e à pauta-bomba de R$ 30 bi, a pressão fiscal desta semana é a maior desde o início do segundo semestre.
05
Ormuz / PetróleoGeopolítica — Evolução
EUA recuam da taxa de 20% sobre cargueiros em Ormuz — mas mantêm controle militar do estreito
Após a proposta de taxa de 20% sobre cargueiros gerar reação negativa de aliados e do mercado, os EUA recuaram da medida. O controle militar americano de Ormuz, no entanto, permanece — e o Irã ainda nega ter aceito qualquer forma de pedágio. O tráfego no estreito segue reduzido, mas cargueiros civis voltaram a cruzar sob escolta americana.
Contexto: O recuo da taxa de 20% é positivo — era uma medida sem precedente que criaria um sistema de pedágio permanente sobre a principal rota de petróleo do mundo. Mas o Brent segue acima de US$ 85 enquanto o controle militar de Ormuz persistir. O mercado aguarda se haverá novas rodadas de negociação com o Irã ou nova escalada nos próximos dias.